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Promotoria considerou o crime de homicídio com dolo eventual, que impossibilitou a defesa da vítima. Também pediu que o denunciado vá a júri popular.

 

 

O Ministério Público do Estado (MPE) ofereceu denúncia na Justiça contra o motorista Jaferson Sousa Carneiro pela morte da bióloga e professora Perla Cruz do Nascimento Venturini, de 40 anos.

Ela foi atropelada em setembro de 2022 em Porto Nacional, na região central do estado, e não resistiu aos ferimentos.

O inquérito relacionado ao caso foi finalizado e a Polícia Civil indiciou Jaferson por homicídio com dolo eventual – quando a pessoa assume o risco de matar – e omissão de socorro no dia 10 de janeiro deste ano. A investigação apontou que ele havia bebido antes do acidente.

Se condenado ele pode pegar mais de 20 anos de prisão.

No documento do MPE, a promotoria considera que o motorista cometeu o crime de homicídio doloso, modalidade de dolo eventual, com duas qualificadoras, de impossibilidade de defesa da vítima e perigo comum. Isso porque a caminhonete que ele dirigia atingiu a vítima e pela suspeita dele estar sob efeito de álcool.

A denúncia, assinada pelo promotor Breno de Oliveira Simonassi e protocolada na sexta-feira (13), pede que na justiça que o denunciado seja pronunciado e julgado no tribunal do júri de Porto Nacional.

Entenda

 

Perla Cruz foi atropelada por uma caminhonete enquanto caminhava às margens de uma avenida em frente ao campus Instituto Federal do Tocantins (IFTO) em Porto.

Um vídeo feito por câmera de segurança mostrou a caminhonete passando pela via, pulando o quebra-molas e atingindo a vítima pelas costas. O suspeito foi preso pela Polícia Militar momentos depois, mas o veículo dele só foi apreendido dois dias depois.

Em outubro do ano passado os parentes e amigos da professora fizeram uma manifestação pedindo justiça.

O motorista chegou a ser preso, mas pagou fiança de R$ 36 mil e responde em liberdade desde então.

Sobre o indiciamento, o advogado Indiano Soares, que representa Jaferson, nega que houve consumo de álcool. Também afirmou que o local não estava sinalizado e a professora fazia caminhada no local onde os veículos transitam.

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