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Paciente atendido aguardava há três anos pelo procedimento, segue internado e se recupera bem.

 

 

“Estamos aliviados e contando os dias para que ele receba alta. Ocorreu tudo bem com a cirurgia e como é de muita complexidade, tem o tempo de internação em UTI e depois no leito, mas ele já está consciente e respondendo bem a todo o tratamento”. Assim Lucas Alves Pereira relata o atual quadro do seu tio Valdemir Alves Cardoso, o primeiro paciente atendido com cirurgia cardíaca eletiva, via credenciamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), com o objetivo de zerar a fila de espera por este tipo de procedimento.

Valdemir era um dos 116 pacientes que aguardavam por uma cirurgia cardíaca aberta na região Macro Sul do Tocantins, de acordo com os dados do Sistema de Gerenciamento de Lista de Espera (SIGLE). Ele realizou a cirurgia na sexta-feira, 13 e mais 71 pacientes já tiveram o procedimento autorizado e atualmente realizam os exames pré-operatórios.

“O credenciamento realizado busca principalmente atender as demandas da região Macro Sul, uma vez que na Macro Norte temos um convênio com o Hospital Dom Orione, que oferta 30 cirurgias/mês e com isso temos conseguido atender a população daquela região, dentro do tempo oportuno, sem a espera que havia antes”, pontuou o secretário de Estado da Saúde, Afonso Piva.

O fim da espera na Região Macro Norte elencada pelo gestor é resultado da produção efetiva da instituição conveniada. Em 2022, o Hospital Dom Orione atendeu 372 pacientes cardíacos, com procedimentos abertos (183) e de hemodinâmica (189). Além dos atendimentos em Araguaína, o Hospital Geral de Palmas (HGP) realizou 131 cirurgias cardíacas, sendo 27 abertas e 104 hemodinâmicas em 2022.

“Por ser uma unidade que trabalha em sua capacidade máxima, as equipes do HGP não conseguem girar esta fila que cresceu no decorrer dos últimos anos. Por isso, realizamos o credenciamento de hospitais privados e estamos dando agilidade no acesso a quem está esperando há anos. Após zerar essa fila, poderemos atender os pacientes, dentro da nossa rede hospitalar, sem a angústia da espera”, enfatizou Piva.

Fila zerada

Na região Macro Norte os pacientes são atendidos via convênio, com o Hospital Dom Orione, com até 30 procedimentos cardíacos/mês. Atualmente só existem 13 pacientes cadastrados da Central Estadual de Regulação para esta região, que já estão em processo de avaliação e exames pré-operatórios para fazer a cirurgia ainda neste mês de janeiro.

Segundo Afonso Piva de Santana “aos poucos vamos regularizando o fluxo e promovendo a saúde pública que a população tocantinense precisa, sempre com o olhar humanizado, conforme nos determina o governador Wanderlei Barbosa. Ano passado, graças ao envolvimento de todas as equipes de saúde, conseguimos bater recordes em cirurgias realizadas e neste ano pretendemos manter a produção em alta, para que mais famílias sejam beneficiadas”, finalizou.

Serviço

A instituição contratada prestar os serviços hospitalares especializados na assistência cardiovascular (cirurgia cardíaca e cirurgia vascular e procedimentos endovasculares extracardíacos), em pacientes adultos, com internação, atendimento de intercorrências, acompanhamento do pré e pós-operatório, evolução clínica e de intercorrências em geral, incluindo procedimentos de consultas e exames pré e pós- cirúrgicos, fornecimento de mão-de-obra, materiais, medicamentos, insumos, equipamentos, internação e tratamento em unidade de cuidado intensivo (UTI).

Dentre os procedimentos liberados estão implante de marcapasso de câmara dupla, transvenoso, plástica valvar c/ revascularização miocárdica, revascularização miocárdica, troca de gerador de cardio-desfibrilador de câmara única / dupla, reconstrução da raiz da aorta c/ tubo valvado, implante de prótese valvar, troca de aorta ascendente, reconstrução da raiz da aorta c/ tubo valvado e outros.

Laiany Alves/Governo do Tocantins

 

                                                              

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