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O Caso aconteceu na zona rural e pessoas que participavam de um almoço tiveram que ficar trancadas em casa por mais de duas horas até os animais se espalharem. Biólogo alerta sobre os riscos das picadas.

 

Um grupo de amigos que se preparava para celebrar a chegada de 2023 em um almoço passou por um susto após ser surpreendido com o ataque de um enxame de abelhas. O caso aconteceu no início da tarde de sábado (31), em uma fazenda a 15 km de Porto Nacional, região norte do estado. As ferroadas dos insetos mataram diversas galinhas e feriram cães, além de atacar as pessoas.

O bancário Iuri Volney Dias Neves, de 38 anos, estava no local e contou que por volta do meio dia eles viram que tinha um enxame perto, que emitia um zumbido alto. “Foi a hora que a gente viu que o ‘trem’ era mais sério. A gente correu para dentro da casa para tentar proteger, só que ainda tinha um amigo nosso do lado de fora, que é o caseiro. Ele tomou umas picadas”, contou o bancário.

Ele disse que dava para escutar um barulho das abelhas passando pela casa. Como o local tem muitos animais, eles viraram alvo fácil do enxame. “Nossa sorte é que tem muitas galinhas, tem porcos, tem o gado que fica bem próximo. As galinhas ficaram correndo no terreiro e foram em direção delas como se fosse para comer. Como o enxame era grande elas começaram a ser atacadas foi o que espalhou e conteve mais essas abelhas”, relatou.

No ataque, 14 galinhas acabaram morrendo, dois cães também foram ferroados, entre eles um filhote, e ainda outros animais.

O momento de desespero por medo do enxame durou mais de duas horas. Quando o grupo se sentiu mais seguro, algumas pessoas tentaram entrar nos carros com algumas crianças para se afastar um pouco da casa, mas ainda assim as abelhas queriam atacar através dos vidros.

“Na hora que maneirou um pouquinho, parte dos homens tentou fazer fogueira aqui fora. Mesmo com a fumaça elas ainda tentavam atacar e a gente entrava de volta para a casa. E fomos tentando. Foi mais ou menos umas duas horas nessa peleja”, disse, explicando ainda que depois que fizeram muita fumaça as abelhas começaram a se afastar. Mas pelo menos 11 pessoas que estavam na fazenda levaram picadas das abelhas.

Sem socorro

 

Iuri contou que chegaram a acionar o Corpo de Bombeiros para que recebessem pelo menos uma orientação do que fazer nesse caso, já que segundo relatos, isso nunca aconteceu no local. Mas teriam recebido a resposta de que ‘não havia equipe para atender na zona rural’.

“Na hora do contato, a gente achava que mandariam alguma ambulância e no caso de algum ataque, a gente pudesse pelo menos ter um socorro imediato. Porque quando tem alergia dessas ‘bichas’ aí é complicado, até sair daqui e chegar a um hospital, poderia ter acontecido o pior. Ficamos tristes com essa questão do apoio dos bombeiros. Seria função deles dar esse apoio”, reclamou.

“Foi coisa de filme. A gente ficou apavorado. Até a criançada que estava animada para vir quiseram ir embora”, lamentou Iuri sobre o episódio.

Especialista explica os riscos

 

No período de chuvas, as abelhas de espécies africanizadas ou europeias, que são mais agressivas, costumam migrar para se reproduzir mais rápido. Isso pode ser uma das explicações para o ataque em Porto Nacional, conforme explica o biólogo Aluisio Vasconcelos.

“Nesse momento, essa aves entraram em contato com elas, acabaram sendo atacadas. É um período em que elas aproveitam para se reproduzir. Uma vez que tem oferta de alimentos, isso faz com que a colmeia aumente de tamanho. E quando elas estão migrando, elas param em alguns locais para poder passar a noite. Qualquer coisa que chegar perto elas atacam, pode ser pessoa ou animal”, disse.

Ele também alerta que quem mora perto de vegetação tem que tomar muito cuidado, justamente por causa desse aumento de população dos insetos, considerados peçonhentos por causa do veneno. “Principalmente crianças acabam indo para o hospital por causa das ferroadas”.

Sobre um animal tão pequeno matar outro com tamanho bem maior, Aluisio comenta que isso se dá pela intensidade da quantidade de veneno injetada no corpo através das ferroadas do enxame.

“A ferroada delas possui um veneno chamado apitoxina, que dá aquela dor imensa na vítima e gera aquele desconforto, inclusive um processo alérgico”, ressaltou. “Claro que a picada de uma abelha é uma coisa. Agora um enxame inteiro é outra, ela mata mesmo”, alertou o especialista.

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