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Data celebrada em todo mundo visa conscientizar a população quanto à importância da doação.

 

 

No Sábado, 17, foi comemorado o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da doação para o tratamento que consiste na substituição de uma medula doente por uma sadia. Diante da importância do ato, a Hemorrede Tocantins promoveu ações voltadas para conscientização da população e cadastro de novos doadores.
Em uma dessas ações a unidade móvel do Hemocentro Coordenador de Palmas (HCP) esteve das 8h às 12h, na Catedral Metropolitana do Divino Espirito Santo, na Capital, para angariar novos doadores bem como aproximar a população de um processo de salvar vidas. “O cadastro para possível doação de medula óssea é de vital importância, pois havendo compatibilidade com receptor, essa pode ser a única esperança para um paciente que o tratamento através de medicamento já não é suficiente”, afirmou a superintendente da Hemorrede Tocantins, Heloina Oliveira.
Heloina destacou ainda que “o transplante pode ser a única esperança de vida para alguns pacientes em detrimento de algumas doenças como linfomas e leucemia. Essas doenças afetam as células do sangue prejudicando o funcionamento da medula óssea, colocando a vida dos pacientes em risco e é nesse momento que os doadores se tornam extremamente necessários e fundamentais para salvar vidas”.
Para o doador Maximus Jose da Cunha, “proporcionar o bem para o próximo, realizando um ato de amor, um ato de caridade é para mim como propiciador desse bem uma alegria, uma felicidade e uma sensação de dever cumprido” diz.
A Compatibilidade para doação de medula óssea é de um doador a cada cem mil pacientes e a espera por um doador compatível pode durar meses e até anos, por isso o aumento do quantitativo cadastrados é imprescindível para aumentar as chances.
Um gesto que vale vidas
No Ano de 2016, João Felipe Vasconcelos decidiu se tornar um doador. Compareceu ao Hemocentro, doou sua primeira bolsa de sangue e já se dispôs a participar do Cadastro Nacional de Doadores de Medula Óssea. Desde então faz doações de sangue periódicas e em 2021 foi informado que havia um receptor compatível na fila de espera e se era do seu interesse doar células-tronco hematopoiéticas (CTH) ou popularmente conhecida como Medula Óssea.
João Felipe aceitou o desafio, pois sabia que iria salvar uma vida, foi encaminhado para a cidade de Jaú- SP, onde foi realizada uma bateria de exames no Hospital Amaral Carvalho, referência em transplante de medula óssea e após resultado dos exames pode realizar a doação.  O doador exalta a atenção e cuidado da equipe do Hospital e também do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) do Instituto Nacional do Câncer (INCA), onde teve total apoio durante o período de doação, custeando gastos de viagem, alimentação e hospedagem.
“Realizei minha maior e mais bela atitude como ser humano, fiz a cirurgia de retirada de células-tronco, que foi um sucesso, extraindo uma quantidade considerável de medula óssea. Com este gesto que precisou unicamente da minha boa vontade pude salvar a vida de outra pessoa”, contou João Felipe.
O que é o transplante de medula óssea?
O transplante de medula óssea é um tipo de tratamento proposto para curar essas doenças que afetam as células do sangue. Consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais da medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável.
Como ser um doador
Pode ser um doador de Medula Óssea qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde. Porém, só poderá realizar cadastro para doação pessoas de 18 a 35 anos. Para isso basta se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos hemocentros localizados em todos os estados do país.
Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.
Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares, após realização de todos os exames e estando o doador apto, então é realizada a doação. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.
Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.
Números de cadastrados
A Meta de cadastro de doadores de medula óssea para o ano de 2022 na Hemorrede Tocantins é 2.520 cadastros, até o presente momento já foram realizados 1.996 cadastros.
O número de Doadores cadastrados no Redome em todo o Brasil é de 5.541.790 e no Tocantins já foram realizados 55.764 cadastros.
Atualmente o Tocantins possui 104 pacientes cadastrados no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (REREME), aguardando um doador compatível.
André Araújo/Estado do Tocantins

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